Descrição: O crescimento do desemprego e da desigualdade de renda, a partir do ano de 2014, foi agravado, em 2020 pelos efeitos da pandemia da Covid-19. Além dos problemas de saúde a pandemia desarticulou os sistemas produtivos, com impacto no setor de comércio e de serviços, aumentando o desemprego e reduzindo a renda da fração mais pobre da população. A crise de saúde pública exigiu ações do Estado em dois campos. O primeiro derivou da necessidade de aumento da oferta regionalizada de equipamentos e insumos de saúde e contratação de pessoal. O segundo, na área da economia, ainda demanda ações para minimizar os efeitos da redução da renda individual a partir de um conjunto de políticas públicas que possam estimular a geração de emprego e renda, reduzindo, desse modo, a situação de risco social. A pesquisa pretende, considerando a conjuntura, gerar um indicador operacional com base na análise do fluxo de renda com o propósito de subsidiar políticas públicas área de emprego, renda e assistência social. O indicador de fluxo de renda derivará da correlação de informações secundárias sobre três grupos de renda. O Grupo de Renda I é formado pela renda do trabalho, da previdência e das transferências de renda direta. O Grupo de Renda II será composto pelas transferências oriundas do crédito agrícola. O Grupo de Renda III refere-se ao conjunto das receitas públicas municipais. Os dois primeiros grupos são compostos por recursos monetários individuais que são, em graus distintos, destinados para o consumo de bens e serviços. O terceiro grupo guarda relação direta com a despesa com pessoal, oferta de serviços públicos de educação e saúde e investimentos em infraestrutura dos governos municipais. A correlação dos dados dos grupos de renda com o perfil demográfico e econômico municipal será útil para subsidiar políticas públicas no campo da geração de emprego, distribuição de renda e assistência social, podendo, igualmente, nfluenciar as decisões de investimentos da iniciativa privada.